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» Artigos/Dicas

  • Proteção Contra Ferrugem

    28/01/2010 | 00:00

    As peças de ferro, como portões e esquadrias, podem ser encomendadas já com tratamento de fábrica. É a galvanização, ou seja, um banho de zinco que evita a oxidação do metal.

    Porém, no caso das peças já estarem instaladas, a proteção pode ser feita através do seguinte processo:

    • lixamento da superfície para eliminar qualquer tipo de sujeira;
    • lavar com água e sabão e enxugar bem; passar uma pano com aguarrás;
    • aplicar, com pistola, trincha ou rolo, uma demão de zarcão, deixando secar por 12 horas;
    • lixar e remover o pó e passar nova demão, aguardando 18 horas;
    • pintar a peça com duas camadas de esmalte sintético acetinado ou brilhante na cor desejada, com intervalo de secagem de 6 horas.

    Esta proteção dura até 10 anos.

    Fonte: Revista Arquitetura & Construção

  • Iluminância e Cálculo Luminotécnico

    02/01/2010 | 00:00

    De acordo com as normas da ABNT, cada ambiente requer um determinado nível de iluminância (E) ideal, estabelecido de acordo com as atividades a serem ali desenvolvidas, segundo a tabela abaixo:

    . ILUMINÂNCIA (lux) TIPO DE AMBIENTE / ATIVIDADE
    CLASSE A (áreas de uso contínuo e/ou execução de tarefas simples) 20 - 30 - 50 - ruas públicas e estacionamentos
    50 - 75 - 100 - ambientes de pouca permanência
    100 - 150 - 200 - depósitos
    200 - 300 - 500 - trabalhos brutos e auditórios
    CLASSE B (áreas de trabalho em geral) 500 - 750 - 1.000 - trabalhos normais: escritórios e fábricas
    1.000 - 1.500 - 2.000 - trabalhos especiais: gravação, inspeção, indústrias de tecidos
    CLASSE C (áreas com tarefas visuais minuciosas) 2.000 - 3.000 - 5.000 - trabalho contínuo e exato: eletrônica
    5.000 - 7.500 - 10.000 - trabalho que exige muita exatidão: placas eletro-eletrônicas
    10.000 - 15.000 - 20.000 - trabalho minucioso especial: cirurgia

    Uma vez conhecido o nível de iluminância, pode-se fazer o cálculo luminotécnico para determinação do número de luminárias necessário para obtenção das condições adequadas de iluminação do ambiente. Inicialmente, é preciso identificar as características do ambiente (comprimento, largura, pé-direito e altura do plano de trabalho), além das cores e tipos de materiais empregados na construção, já que cada um apresenta um grau de reflexão (parte do fluxo luminoso que retorna ao ambiente) diferente, e que também deverão ser considerados. A tabela abaixo mostra alguns exemplos:

    COR GRAU DE REFLEXÃO
    Branco 70 até 80%
    Preto 3 até 7%
    Cinza 20 até 50%
    Amarelo 50 até 70%

    TIPO DE MATERIAL

    .

    Madeira 70 até 80%
    Concreto 3 até 7%
    Tijolo 20 até 50%
    Rocha 50 até 70%

    O passo seguinte é a determinação do RCR do ambiente, através da seguinte fórmula:
    RCR = [5 x h x (L + C)] / (L x C), onde:
    h = pé-direito - altura do plano de trabalho;
    L = largura do ambiente;
    C = comprimento do ambiente.

    A seguir, escolhe-se a luminária a ser utilizada. Para tanto, alguns fatores devem ser levados em conta:
    a) para a luminária:
    • tipo de fonte de luz;
    • distribuição de luz desejada;
    • qualidade do produto;
    • economia e rendimento;
    • características de instalação e manutenção.
    b) para as lâmpadas:
    Fluxo Luminoso - quantidade de luz, expressa em lúmens, emitida pela lâmpada, fluxo este que permite conhecer a eficiência luminosa e calcular o consumo de cada sistema através do levantamento de seu gasto energético;
    Temperatura de cor - grandeza, expressa em Kelvin (K), que indica a aparência de cor da luz. Quanto mais alta, mais "fria" é a cor da luz, e quanto menor, mais "quente";
    Índice de reprodução de cor (IRC) - capacidade de reproduzir as cores com maior fidelidade ou precisão.
    A tabela abaixo mostra essas características das lâmpadas fluorescentes mais usuais:

    TIPO TEMPERATURA DE COR (K) "COR" DA TEMPERATURA FLUXO LUMINOSO (lm)
    14W 4.000 amarela 1.350
    28W 4.000 amarela 2.900
    16W 4.100 branca 1.070
    16W trifósforo 4.000 amarela 1.200
    20W 5.000 branca 1.060
    20W trifósforo 4.000 amarela 1.350
    32W 4.100 branca 2.350
    32W trifósforo 4.000 amarela 2.700
    36W 6.100 branca 2.500
    36W trifósforo 4.000 amarela 3.350
    40W 5.000 branca 2.700
    40W trifósforo 4.000 amarela 3.250
    110W 5.000 branca 8.300
    110W trifósforo 4.000 amarela 9.350

    Os fabricantes de luminárias normalmente informam, em tabelas apropriadas, o Fator de Utilização (FU) de cada produto, número que varia em função do grau de reflexão e do RCR do ambiente. Assim, uma vez escolhidas a luminária e as lâmpadas, verifica-se o FU da luminária (na tabela específica) e o Fluxo Luminoso da mesma (produto do Fluxo Luminoso da lâmpada multiplicado pela quantidade de lâmpadas da luminária), e aplica-se a seguinte fórmula para obtenção do número de luminárias a serem utilizadas:

    N = [(L x C) x E] / Fluxo da luminária x FU x FD, onde:
    E = iluminância desejada para o ambiente;
    FD = Fator de depreciação, normalmente adotado como 0,85, ou seja, correspondendo a 15% de perda.

    Uma vez obtida a quantidade de luminárias necessárias, resta apenas locá-las no ambiente da forma mais adequada.

    Fonte: Catálogo Geral da Lumicenter

  • Dicas de construção - Economia

    26/12/2009 | 00:00

    Da escolha do terreno à execução da obra, a construção deve ter um planejamento e uma organização adequados, de forma a otimizar os seus custos. Cada etapa requer cuidados específicos, como abaixo detlhado.

    NA ESCOLHA DO TERRENO
    - escolha, de preferência, um terreno plano, pois isso representará muita economia com obras de terra, fundações e estruturas de concreto, além de reduzir a zero os custos com contenções de arrimo;
    - a avaliação da resistência do solo também é muito importante. Para isso contrate uma empresa de sondagem. Caso o resultado apresente um solo de boa resistência superficial, e sendo a casa a construir de apenas um pavimento, será possível utilizar uma fundação tipo baldrame corrido, que consome menos ferragem e utiliza um concreto mais barato;
    - não se precipite em fazer obras de terra como terraplanagens e cortes antes dos projetos de arquitetura e estrutural estarem prontos e sem a orientação de um engenheiro, pois você poderá perder dinheiro com serviços desnecessários. O arquiteto poderá tirar proveito da topografia e dos acidentes naturais do terreno fazendo um projeto adequado para ele, economizando com redução das obras de terra;


    NO PROJETO
    - é altamente recomendável investir na contratação de um arquiteto ou um engenheiro civil, de forma a se ter um projeto bem elaborado. Os erros durante a execução que podem ocorrer pela ausência de projetos representam custo muitas vezes bastante elevados. Informe também a este profissional o quanto você pretende gastar com a construção;
    - converse com o seu arquiteto o mais francamente possível, fornecendo-lhe todos os detalhes da sua vida diária, seus hábitos e de seus familiares, de maneira que o projeto arquitetônico seja bem adaptado ao seu estilo de vida. Projetar cômodos especiais, como adegas e salas de jogos, somente são viáveis economicamente se foram usados; de outra forma somente trarão encarecimento à construção;
    - revisar o projeto e esclarecer todas as dúvidas até o fim é um bom procedimento. É muito mais fácil e barato solucionar erros e pedir mudanças na fase do projeto do que derrubar paredes durante a obra;
    - não pense que casas térreas são mais baratas que casas com dois ou três pavimentos pois utilizam fundações menores e estruturas de concreto mais simples. Realmente existe economia neste item, entretanto, analisando-se dois projetos de mesma área construída, uma casa de um pavimento e outra de dois, a área de telhado na primeira será o dobro da segunda casa, e o custo do m2 de telhado é um dos mais caros na construção. Além disso a quantidade de sapatas pode dobrar.
    - evite recortes no telhado pois isso representa elevação de custos de material e mão de obra;
    - procure concentrar banheiros e cozinha numa mesma área pois isso permite otimizar o uso da tubulação hidráulica necessária;
    - um projeto cheio de recortes encarece a estrutura, dificulta a execução dos serviços, requer mais material e representa mais área de revestimento e pintura;
    - esquadrias são elementos caros na construção. Utilize com parcimônia portas e janelas ao projetar sua casa. Às vezes você pode utilizar apenas uma abertura em vez projetar uma porta. Ou elementos vazados em vez de janelas.


    NO PLANEJAMENTO
    - planeje o início da obra, se possível, para o final do período das chuvas. Executar fundações e serviços externos em períodos chuvosos prejudica sobremaneira o andamento dos trabalhos, encarecendo a mão de obra.
    - depois que o projeto estiver completamente definido, é necessário um planejamento da obra. Elaborada em conjunto com o profissional responsável pela obra, uma planilha pode registrar a ordem de execução dos serviços, duração e custo de cada fase da obra, evitando-se gastos com mão-de-obra e/ou materiais não necessários no momento;
    - fluxo de caixa deve ser controlado para não correr o risco de parar a obra por falta de dinheiro (obra “de igreja”, demorada, é sempre mais cara). Anotar na planilha todos os gastos e sempre guardar recibos e notas fiscais, pois eles serão úteis para declaração do Imposto de Renda e para enfrentar eventuais problemas legais;
    - mesmo que os materiais de acabamento ainda não tenham sido escolhidos, devem ser anotadas na planilha especificações dadas por quem fez o projeto, como tamanho, espessura, tonalidade, classe de abrasão e nível de absorção de água das cerâmicas, o mesmo valendo para outros itens, como madeira e carpete, poupando tempo na hora de pesquisar e comprar.


    NA CONTRATAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA
    - dar preferência a profissionais conhecidos ou indicados por amigos ou parentes; se possível, é bom ver um trabalho pronto;
    - os operários podem ser escolhidos por você ou pelo seu arquiteto ou engenheiro. Tendo mais de uma equipe confiável você deve pedir o orçamento de ambas para decidir. Em todo caso não se esqueça que a supervisão do engenheiro civil ou do arquiteto é indispensável para a qualidade da obra e para evitar aborrecimentos e custos;
    - determinar uma forma de pagamento baseada na produção, estabelecendo assim que o pagamento da mão-de-obra ficará condicionado ao cumprimento de determinadas etapas e prazos.


    NA COMPRA DE MATERIAIS
    - fazer cotações de materiais pedindo orçamentos em diversas casa de materiais de construção. Pesquisar também em lojas de materiais de demolição e cemitérios de azulejos. Neles é possível encontrar muita coisa em bom estado e por um bom preço. Mas preste atenção para não ser enganado; em algumas casas de material de demolição costumam cobrar mais caro que mercadoria nova;
    - fazer a pesquisa levando em conta os parâmetros estabelecidos pelo profissional que elaborou o projeto, tentando achar a melhor relação entre qualidade e preço (não esquecendo que, além do custo de construção, há também um de manutenção, ou seja, materiais de baixa qualidade só são economia a curto prazo, e em pouco tempo a obra começará a apresentar problemas);
    - às vezes, é possível fechar um pacote para a compra de uma grande quantidade de materiais numa única loja e, assim, negociar um desconto ou o pagamento a prazo. A pechincha é regra básica. Às vezes é possível fazer combinando com vizinhos que estejam construindo perto de você, e fazendo pedidos maiores;
    - se optar por comprar materiais de acabamento com antecedência não deixe de considerar uma margem de aproximadamente 10% de sobras para cobrir quebras e consertos futuros.


    NA ESTOCAGEM DE MATERIAIS
    - observar o prazo de validade de materiais como o cimento. Não deve ser armazenada muita quantidade nem com muita antecedência (a planilha ajuda essa programação);
    - o material deve estar protegido da chuva, vento e outras intempéries. A madeira e o cimento, por exemplo, devem estar cobertos e protegidos de umidade, em local ventilado. Evite deixar materiais em caixas de papelão ao relento.


    NA EXECUÇÃO DA OBRA
    - exija organização no canteiro de obras. Bagunça, entulhos em demasia, ferramentas e materiais espalhados, tábuas com pregos, etc. são sinônimos de desperdícios, acidentes e custos.
    - a execução da obra deve ser acompanhada diariamente pelo engenheiro ou arquiteto contratado para esse fim. Qualquer erro na execução dos serviços pode resultar em ter que demolir e construir novamente;
    - o projeto deve ser seguido à risca. Qualquer alteração deverá ser comunicada ao engenheiro da obra, que verificará as implicações em outros elementos do projeto. Por exemplo, o deslocamento de um tubo pode ocasionar a sua passagem por uma viga, ocorrência não prevista no projeto estrutural.

    Fonte Internet.

  • Assentamento de pastilhas de porcelana em piscinas

    02/12/2009 | 00:00

    As piscinas podem ter diversos formatos e construídas enterradas ou elevadas. A estrutura (tanque) deve estar baseada em projeto construtivo realizado por profissional responsável e deve ser executada de acordo com as normas indicadas pela NBR ABNT 9818.
    Dependendo das dimensões da piscina e da solicitação da base, é recomendável elaborar um projeto de impermeabilização, a ser executado por empresa e profissional do ramo.

    Normalmente são realizadas dois tipos de impermeabilizações:

    • rígida: revestimento com argamassa de areia, cimento Portland e aditivo impermeabilizante. A sua impermeabilidade depende diretamente do tipo de traço utilizado, do emprego de uma areia (recomenda-se que seja lavada) de granulometria entre 0 a 3mm, isenta de substâncias orgânicas e materiais argilosos, e da adição de um aditivo impermeabilizante.

    O traço será de 1:3 para pressões de até 20m de coluna de água e de 1:2 para pressões superiores. A espessura mínima da argamassa será de 3cm, com a aplicação feita em camadas sucessivas de 1cm.

    • flexível: sugere-se que sua execução seja feita de acordo com as duas etapas abaixo:

    a) aplicar primer asfáltico, com asfalto puro diluído em um veículo derivado do petróleo. Deve ser evitado o uso da emulsão asfáltica, pois a existência de cargas sobre este material poderá prejudicar o seu desempenho. Após a aplicação do primer, esperar um tempo mínimo de 8 horas para iniciar a etapa seguinte.

    b) pode-se aplicar manta asfáltica com filme de polietileno do lado interno e areia do lado externo. Se for utilizada manta asfáltica com polietileno dos dois lados, é recomendável queimar o lado externo com maçarico e pulverizar areia fina e seca para maior aderência e proteção. Cuidar para que haja perfeita aderência entre as mantas, usando, no mínimo, 10cm de sobreposição entre elas. Pode-se também utilizar mantas que já vêm com uma face chapiscada com areia.
    Antes de executar o revestimento, deve ser feito teste de estanqueidade do tanque.

    Para a execução da camada de regularização e proteção mecânica, recomenda-se traço 1:4 ou 1:5 de volume, com cimento e areia média, aplicada sobre a impermeabilização rígida ou flexível com a finalidade de proteção mecânica e regularização para receber o revestimento de pastilhas de porcelana. Recomenda-se o uso de chapisco aditivado sobre a impermeabilização para obtenção de aderência adequada, com planeza nas paredes e fundo da piscina. Este, por sua vez, deve ter caimento de 0,5 a 1% para os ralos.

    A espessura da camada de regularização, nas paredes, deve seguir a norma NBR 7200 ou NBR 13755 e NBR 13753, não ultrapassando 2,5cm.
    O revestimento em pastilhas de porcelana deve ser executado após 14 dias, pelo menos, da aplicação da camada de regularização. Deve ser iniciado pelas paredes e finalizado pelo piso. Em piscinas com formato retangulares, o alinhamento das juntas das paredes e piso valoriza o revestimento final.
    Deve-se, inicialmente, marcar o local da aplicação com linhas verticais e horizontais para manter o prumo e o nível. Marcar na parede a altura e a largura de um placa de pastilha. Nivelar e aprumar, guiando-se pelas linhas, da esquerda para a direita e de cima para baixo. Com o lado liso da desempenadeira metálica, espalhar uma camada de argamassa colante sobre a camada de regularização; em seguida, com o lado denteado da desempenadeira metálica, fazer sulcos com aproximadamente 5mm de espessura.

    Caso a argamassa colante escolhida seja do tipo que também pode ser utilizada para rejuntamento, ele deve ser feito antes da aplicação das pastilhas. Não utilizar material de rejuntamento que já começou a endurecer.

    As placas devem ser aplicadas sobre a argamassa estendida, fazendo pressão com as mãos e batendo levemente com um martelo de borracha.
    A remoção do papel e da cola requer a preparação de uma solução removedora utilizando-se 250gr de soda cáustica em escamas para 5 litros de água. Molhar com bastante água limpa o papel das placas de pastilhas já aplicadas, passar a solução de soda no papel com a broxa voltada para baixo, esfregando levemente, e aguardar 5 minutos. Retirar o papel com o auxílio da ponta da colher. Para retirar o excesso de cola da superfície, utilizar uma broxa úmida e logo após lavar a placa com bastante água e o auxílio de uma esponja.

    Com o auxílio de um rodo ou de uma desempenadeira de borracha, completar o rejuntamento em toda a superfície pastilhada. As juntas poderão ser frisadas ou palitadas, se necessário. Após aproximadamente 15 minutos do término do rejuntamento, retirar o excesso do material com uma esponja úmida de água. Após a secagem, fazer o acabamento com estopa seca.

    Sete dias após completado o processo, a piscina pode ser enchida.

    Fonte: Boletim SENAI.

  • Diferenças entre Compensados, Aglomerados e MDF

    23/11/2009 | 00:00

    O compensado laminado é feito com lâminas de madeira, em geral de pinus ou de virola, coladas e prensadas para formar chapas com espessura de 4 a 20mm. Tem boa resistência mecânica.

    No compensado sarrafeado, as lâminas internas são coladas em um sentido e a chapa externa é prensada em sentido diferente, o que deixa a placa mais resistente.
    O aglomerado é um painel feito com partículas de pinus aglutinadas com adesivo sintético, uma espécie de cola. Tem pouca durabilidade e nenhuma resistência à umidade.

    O MDF é uma chapa de fibra de madeira com densidade média. É um aglomerado sofisticado, composto de fibras de pinus mais resistentes e compactadas com resina à alta pressão. É um produto mais resistente e com textura mais uniforme que os compensados e aglomerados.

  • Aplicação de Silicones

    18/11/2009 | 00:00

    O sucesso do trabalho de aplicação de silicone em fachadas, esquadrias e coberturas de vidro depende da qualidade da mão de obra e do controle de cada etapa - da limpeza da superfície, passando pela aplicação eventual de um primer e, finalmente, do silicone -, principalmente no caso de fachadas estruturais.

    I - PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES

    Para que a adesão do selante tenha bom resultado, o substrato deve estar limpo, seco e sólido. Cada tipo de substrato requer determinados procedimentos:

    • Metais

    » alumínio natural: contém contaminantes como óleos, grafite ou resíduos de carbono. Pode ser difícil de limpar e se oxida facilmente, prejudicando a aderência do silicone. Preparar a superfície e aplicar o primer em uma película fina (se necessário); após cerca de 30 minutos, aplicar o selante;
    » alumínio pintado ou anodizado: permite freqüentemente uma adesão excelente;
    » aço inoxidável, galvanizado ou zincado: utilizar apenas selantes de cura neutra;
    » aço não pintado ou estampado: sofre oxidação, provocando falhas no selante. Limpar a superfície com um pano embebido em álcool isopropílico e, em seguida, aplicar um pano seco para remover imediatamente a poluição. A utilização de um pano umedecido em álcool e outro seco é muito importante para que a superfície fique completamente limpa.

    • Vidros

    É uma excelente superfície para adesão do silicone, porém requer cuidado na escolha do silicone correto, principalmente nos casos de vidros laminados, que devem receber apenas silicones de cura neutra. Os de cura acética liberam vapores ácidos que reagem com o filme de polivinilbutiral (PVB), provocando manchas na superfície próxima ao perímetro do vidro. A preparação da superfície deve ser feita através da limpeza com um pano embebido em álcool isopropílico e, em seguida, com um pano seco; aplicar o selante em seguida.

    • Concreto

    Óleo ou outros contaminantes, como desmoldantes à base de vaselina, usados na formulação do concreto podem prejudicar a adesão do silicone. A superfície deve ser limpa com jato de areia, lixada e receber um polimento (se necessário, usar palha de aço). Se o concreto estiver molhado, usar solvente para limpeza e aceleração da evaporação da água. Aplicar o selante assim que o solvente evaporar ou o substrato secar.

    II - USO DE PRIMER

    Produto à base de solventes, o primer é indicado para casos muito especiais em que os silicones disponíveis no mercado não apresentem, quando previamente testados, níveis adequados de aderência a um determinado tipo de substrato. O produto provoca reação química entre o substrato e o selante, agindo como promotor de aderência, mas deve ser usado apenas quando esgotadas as possibilidades de testes com os vários tipos de silicones, pois, além de altamente tóxico, sua aplicação requer controle rigoroso. Quando aplicado em excesso, após evaporação do solvente, forma uma camada de pó esbranquiçado que prejudica a aderência do silicone. Sua aplicação requer os seguintes cuidados:
    » utilização do primer correto e adequado;
    » não aplicá-lo em excesso;
    » aplicar uma película fina, utilizando um recipiente pequeno e limpo de metal ou vidro, que deve ser fechado quando não estiver sendo usado;
    » deixar secar o primer antes de aplicar o silicone.

    III - APLICAÇÃO DE SILICONE ESTRUTURAL

    A função do silicone estrutural é transferir a carga dinâmica das pressões/depressões do vidro ao caixilho. Sua aplicação deve ser procedida de testes de adesão, realizados em laboratório. A aplicação de silicone em fachada estrutural sem os cuidados necessários poderá, na pior das hipóteses, ocasionar a queda de um vidro. Para evitar desperdícios de material e otimizar o trabalho, os seguintes aspectos devem ser observados:
    » revisão dos desenhos do projeto para solucionar quaisquer dúvidas antes de iniciar o processo de aplicação;
    » definação dos substratos para aplicação do silicone estrutural;
    » execução de testes de adesão e compatibilidade dos substratos;
    » perfis de alumínio, vidros, espaçadores, guarnições de borracha e calços devem ser checados quanto ao tamanho, forma e acabamento, conforme a especificação de projeto;
    » verificar se o solvente é puro e se ele, o selante e o primer são do tipo recomendado pelo fabricante do silicone;
    » observar se o vidro foi lapidado e cortado conforme especificação do projeto;
    » no caso de vidro duplo, verificar se foi selado com simples ou dupla barreira, com vedação secundária de silicone.
    A superfície deve ser preparada com o uso de solvente limpo e vários panos limpos e sem fiapos, evitando-se o uso de estopa. Embeber um pano com solvente e esfregar vigorosamente o substrato molhado; com outro pano seco, esfregar o substrato molhado até secá-lo, verificando se está limpo. Uma película fina de primer deve ser aplicada nos substratos quando recomendado, utilizando um pincel de cerdas naturais ou um pano limpo e sem fiapos. O primer não deve ser aplicado no vidro, e deve secar por trinta minutos.
    Aplicar o selante com cuidado, empurrando o material com a ponta do cartucho e certificando-se de que a junta foi preenchida por completo. Pressionar o selante contra os lados da junta e contra o espaçador. Quando o caixilho tiver aba de sustentação, colocar uma fita adesiva para proteger o perfil e o vidro, removendo-a assim que o selante for aplicado na junta. Uma providência que pode ser bastante útil, no futuro, é fazer o registro das unidades fabricadas, anotando cada uma com números consecutivos e data de colagem, e marcando a sua localização na fachada-cortina depois da instalação, usando o plano das elevações.
    Os quadros colados devem ser deixados para cura na horizontal pelo tempo especificado pelo fabricante de silicone, em função do produto escolhido (monocomponente ou bicomponente).

    IV - SILICONE EM VIDRO DUPLO

    O vidro duplo é composto por dois painéis de vidro, um perfil ôco, preenchido por dessecante à base de sílica (para absorver a umidade interna e evitar a condensação), selo primário (poliisobutileno) e selo secundário (silicone). A produção do sistema requer:
    » lavagem do vidro ou cristal;
    » preenchimento do espaçador com o dessecante;
    » dobra do marcador do espaçador e solda ultra-sônica;
    » aplicação do selante de poliisobutileno no marcador do espaçador;
    » montagem do vidro no marcador do espaçador;
    » aplicação do selante de silicone na unidade de vidro duplo, assegurando um bom contato do produto com os vidros.

    V - REPARO DE FALHAS

    A reparação de falhas de selantes em obras já executadas requer a identificação dos tipos de selante e substrato existentes nas juntas, a análise do tipo de falhas (se adesivas ou coesivas ou se causadas por movimento excessivo nas juntas), a verificação da compatibilidade entre selantes e substrato e, por fim, a escolha do selante adequado para a substituição. A partir desse diagnóstico é possível fazer o reparo, com as seguintes opções:
    • remoção e substituição do selante: o selante com falhas deve ser removido e as superfícies limpas, o que pode resultar em um procedimento difícil. Em alguns casos é necessário o uso de uma lâmina para remover o selante por completo. Esta solução é segura se a reparação for feita corretamente e com o selante adequado;
    • aplicação sobreposta de um selante sobre camada de selante falho: indicada para casos em que ocorreu falha de um selante em fundo de junta. Ao invés da retirada do silicone velho, colocar uma camada antiaderente (como um filme de polietileno), e aplicar nova camada de silicone para nova vedação. Este processo oferece uma superfície única com relevos, apresenta mais movimento nas juntas (+100%, -50%) e é compatível com uma variedade de substratos. Além disso, o silicone elastomérico proporciona grande durabilidade de serviço na obra. Não é necessário remover o selante falhado antes da aplicação;
    • uso de fita para vedação: para sua aplicação, não é preciso remover o selante falhado e fazer a limpeza necessária, porém difícil, ao substituí-lo. Apresenta melhor adesão às superfícies originais e descontaminadas. Por ser mais larga, a vedação permite maior movimento, embora requeira, exatamente por esse motivo, atenção especial à aparência e detalhes das juntas;
    • falhas coesivas ou adesivas no substrato: quando aplicado sobre um substrato não preparado adequadamente, o silicone pode permanecer intato, durante a movimentação da junta, rompendo o substrato. Isso ocorre, por exemplo, no caso de superfícies de concreto ou de estruturas metálicas submetidas a pintura com produtos não adequados.
    No caso de rompimento do concreto, recomenda-se retirar o selante e recompor o substrato com uma resina epóxi, aplicando, em seguida, nova camada de silicone. Para estrutura metálica recomenda-se um bom lixamento da superfície das peças, submetendo-as a tratamento anticorrosivo. A seguir, aplicar tinta de grande aderência e resistência aos raios ultravioletas e aos agentes atmosféricos (à base de poliuretano ou, preferencialmente, epóxi).

    VI - DIMENSIONAMENTO DAS JUNTAS

    Existem dois tipos de juntas a se considerar: a estática (não se movimenta), e a dinâmica, que sofre movimentos de tensão e compressão. A capacidade de movimentação das juntas deve estar ligada ao grau de movimentação do substrato, que indicará o módulo de elasticidade do silicone. Para um substrato de muita movimentação, usa-se silicone de módulo mais baixo. Quando, ao contrário, a exigência é de fixação ou colagem, usa-se silicone de módulo mais alto (o módulo de elasticidade é a capacidade que tem o selante de expandir a 100% sem ruptura).
    Outra solução importante para impedir o rompimento do silicone é evitar a adesão de três lados. Obtém-se a otimização de um selante com adesão nos dois lados opostos. Se houver um terceiro ponto de adesão, o esforço poderá provocar fissura no selante. Para evitar que isso ocorra, isola-se o terceiro ponto de adesão com um filme de polietileno, usando-se filme ou espuma de polietileno.

  • Iluminando Ambientes

    01/11/2009 | 00:00

    Uma alternativa simples e funcional é utilizar lustre pendente ou spots embutidos em forro falso sobre a mesa de jantar e com possibilidade de dimerização da luz para criar diferentes atmosferas quando necessário.

    Para as atividades de entretenimento, como ver televisão, relax e leitura utilizar abajures ou pedestais nos cantos próximos dos sofás, pois proporcionam uma iluminação flexível e eficiente.

    As lâmpadas incandescentes e as halógenas são as apropriadas para a mesa de jantar por permitirem a dimerização da luz.

    Para os abajures uma atraente e econômica opção é instalar as lâmpadas fluorescentes compactas luz suave.

    Nos spots podem ser aplicados as lâmpadas dicróicas, as halógenas PAR ou as incandescentes espelhadas, cuja escolha dependerá do tipo de spot adotado para se harmonizar com o ambiente e proporcionar o destaque desejado.

  • Segurança com energia elétrica

    25/10/2009 | 00:00

    Construção Civil


    Segurança com energia elétrica

    Sempre use os equipamentos de segurança;
    Andaimes devem ser montados sempre longe da rede elétrica;
    Jamais toque em fios desencapados;
    Cuidado ao manobrar caminhão próximo à rede elétrica;
    Cuidado com os vergalhões e as calhas. Não deixe que toquem na rede elétrica.



    Domésticas


    Segurança com energia elétrica:

    Desligue o ferro de passar roupas todas as vezes que interromper o serviço;
    Nunca mude a posição da chave de seu chuveiro (verão-inverno ou liga-desliga) com o aparelho em funcionamento;
    Não esqueça de aterrar o chuveiro;
    Jamais toque em fios desencapados;
    Vistorie com periodicidade as instalações elétricas de sua residência;
    Nunca desligue aparelhos elétricos puxando o fio.



    Rural


    Segurança com energia elétrica

    Passe sempre com as hastes de pulverização abaixadas sob os fio elétricos;
    Quando utilizar canos ou barras de ferro, verifique se não existem fios por perto;
    Ao carregar caminhões, cuidados com os fios da rede elétrica;
    Deixe intervalos entre as cercas de arame localizadas sob a rede elétrica;
    Não toque em animais que levaram choque;
    Não faça queimadas perto dos postes ou da rede elétrica.

    Fonte de Pesquisa: Elektro

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