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  • Eliminação de Bolhas e Descascamentos

    08/05/2010 | 11:26

    Quando começam a aparecer bolhas e descascamentos nas paredes é necessário um cuidado especial.
    As instruções são as seguintes:

    Raspar a região com bolhas e descascamentos com uma espátula de aço, lixando e retirando completamente o pó.

    Caso a parede tenha irregularidades é facil corrigir, passe duas demãos de massa acrílica e alize com lixa fina (nº 180 ou 200).

    Aguarde a secagem e depois aplique seladora e pinte com três demãos.

  • Colocação de Calhas

    01/05/2010 | 00:00

    A instalação de calhas requer alguns cuidados:

    - o espaçamento entre os suportes deve ser de 70cm para calhas de PVC e 90cm para as metálicas, evitando-se assim que elas enverguem com o peso da chuva;
    - a calha deve ter uma inclinação média de 5mm para garantir a queda da água;
    - o número de condutores ligados a ela deve ser calculado levando-se em conta a área do telhado e a intensidade de chuvas na região. De forma geral, a cada 30m² de telhado deve corresponder um condutor.

    Fonte: Revista Arquitetura & Construção

  • Telhados - inúmeras opções em formas

    16/04/2010 | 00:00

    Para cobrir sua construção encontramos inúmeras opções em formas, estilos, custo e materiais. A solução começa pelo volume que estamos propondo. Se desejamos grandes inclinações, optamos por telhas planas em cerâmica, concreto, pedra, mantas ou metal. Inúmeras são as opções em cores e acabamento. Para um telhado menos íngreme, as telhas devem ser cuidadosamente escolhidas para que possibilitem um escoamento adequado. Nos encontros dos telhados, que chamamos de água furtada, e nas calhas de beiral, o dimensionamento tem que levar em conta o volume de água dos maiores temporais da história. As lajes de cobertura, que também podem ser usadas como terraços e até jardins, exigem que a impermeabilização seja perfeita, com mantas e juntas e podem ser recobertas por pisos cerâmicos. Para coberturas com entrada de luz, podemos utilizar vidros de segurança, policarbonato, telhas em fibras ou acrílicos. Cada caso exige uma opção específica e as soluções podem ter resultados fascinantes. Muito utilizado e recomendado hoje em dia são as subcoberturas, que são mantas metalizadas, com espessura de papel, isolantes térmicos de alto desempenho, que protegem inclusive de alguma goteira inconveniente. Existe a busca incessante das indústrias no desenvolvimento tecnológico de materiais e processos de fabricação de telas, plásticos, etc e a cada dia podemos nos deparar com novos lançamentos. No projeto do telhado podemos agrupar as soluções do uso das águas pluviais e colocação de placas para aquecimento solar. A solução do telhado é de vital importância para o sucesso da obra em termos práticos e estéticos, devendo ser cuidadosamente estudada.

  • A Cozinha, o ambiente preferido pelo brasileiro

    04/04/2010 | 00:00

    Em todos os momentos da nossa história, a cozinha mostrou ser o ambiente preferido pelo brasileiro, onde a família e seus amigos mais íntimos se reúnem para um bate-bapo acompanhado por quitutes e o tradicional cafezinho. Atualmente, ela conserva o seu espírito de hospitalidade e intimismo, mas hoje é quase um templo de tecnologia e eficiência.
    Sua evolução passa necessariamente pelo conceito de funcionalidade, o que requer um planejamento adequado, obtido através de um projeto considerando desde a arquitetura até a distribuição dos espaços e dos equipamentos. Os principais fatores a ser considerados são:

    DISTRIBUIÇÃO
    Se a área para cozinha é pequena, pode-se condensar o espaço dos componentes essenciais, como pia, bancada, refrigerador e fogão, alinhando-os em uma parede para permitir a circulação. Nesse caso, a pia ficará entre o fogão e o refrigerador, para torná-la eqüidistante dos outros pontos.
    Nas cozinhas compridas ou estreitas, pode-se ocupar duas paredes, uma em frente à outra, no arranjo dos equipamentos principais. A alternativa é bem funcional, desde que numa parede fique a bancada com a pia e, na oposta, os outros itens.
    Os ambientes em forma de "U" ampliam os espaços, facilitando a locomoção. Neste caso, a pia deve ser isolada junto à parede adjacente a outras duas, mantendo a área central destinada à circulação, permitindo aumentar o espaço ocupado por armários.
    Com o desenho em "L" as áreas são mais bem aproveitadas. Recorre-se às duas partes adjacentes como centros de trabalho, deixando livre o resto do local para a circulação. É possível também a colocação de armários e a criação de um cantinho para refeições.
    Outra solução é a "ilha", quando o lugar for espaçoso. Ela pode conter armários, bancadas, ou então formar um grande conjunto com pia, fogão, prateleiras e refrigerador. Entre as formas de distribuição para concepção de uma "ilha", encontram-se as cozinhas em "L" e em "U".

    LUZ E VENTILAÇÃO
    Uma boa iluminação e ventilação conferem conforto e praticidade à cozinha. A iluminação natural é indispensável: a janela deve ficar sobre a pia, entre os armários superiores e a bancada. Ela funcionará como um ponto de partida importante, mas, obviamente, sem substituir a concepção da luz artificial. Caso não haja incidência de raios solares sobre a bancada da pia, pode-se instalar uma lâmpada fluorescente direcionada sobre o local. A luz fria é indicada também para o teto, com vantagem de não emitir calor nem gerar sombras.
    Para obter uma boa ventilação, o relacionamento entre portas e janelas é fundamental. Se arquitetura permitir, as saídas de ar devem estar constantemente viradas para o exterior da residência, impedindo o acúmulo de gordura nos ambientes vizinhos. Essa relação entre portas e janelas não pode comprometer as correntes de ar.

    HIDRÁULICA
    Um bom planejamento de uma cozinha começa sempre pelo projeto hidráulico, que deve ser obedecido à risca.
    Se for instalada tubulação para água quente, deve-se preferir tubos e conexões de cobre devido à alta resistência do material. Registros e torneiras devem ser sempre de boa qualidade, minimizando a ocorrência de problemas posteriores como vazamentos, infiltrações, etc.
    O abastecimento inadequado de água pode comprometer todo o funcionamento hidráulico. A caixa d'água colocada no ponto mais alto da residência garante uma satisfatória pressão da água. Para assegurar maior eficiência, pode-se pressurizar com equipamentos específicos a distribuição de água dentro da casa.

    ELÉTRICA
    A cozinha é um espaço que exige uma boa quantidade de pontos de luz, levando-se em conta o grande número de equipamentos eletrônicos necessários ao seu funcionamento. Parte deles exige circuitos independentes, e mesmo os aparelhos menores que não são empregados constantemente, como o liquidificador, torradeira ou batedeira, podem causar sobrecarga, quando ligados ao "benjamim", provocando curto circuito.
    Sobre o tampo da pia deve ser colocada pelo menos uma tomada para cafeteira elétrica, espremedor de frutas ou utensilíos menores. Geladeira, forno de microondas, fogão a gás, freezer e exaustor também exigem ponto próprio.
    Se a residência dispõe de aquecimento central, pode-se recorrer a ele para esquentar a água da pia. Outra solução são os aquecedores de passagem ou aparelhos individuais de aquecimento.

    REVESTIMENTO
    O conforto e a sensação agradável que a cozinha apresenta dependem muito do aspecto dado pelos revestimentos do piso, forros, armários e paredes. O mercado oferece muitas alternativas, que devem ser pesquisadas, sempre com a orientação de um especialista.
    O material do piso deve ser o menos poroso, evitando a fixação de gordura. Os materiais porosos dificultam a conservação. Mármore, granito ou diversos tipos de cerâmica ou azulejos são recomendáveis. A cerâmica vitrificada é uma das opções mais indicadas para o piso. Versatilidade, resistência e durabilidade são as características que garantem fácil manutenção. Uniforme nas cores e com veios realçados, o granito valoriza esteticamente a cozinha, além de permitir limpeza quase tão fácil quanto a cerâmica vitrificada.
    O emborrachado é uma alternativa para pisos antiderrapantes. Sua colocação é fácil, diretamente sobre o cimento ou qualquer outra superfície. Os laminados plásticos adaptam-se bem a esse ambiente e estão disponíveis em diversas cores, com acabamento fosco ou brilhante. Os revestimentos cerâmicos também podem ser utilizados, porém o seu assentamento deve ser cuidadoso, para impedir a formação de lacunas, que com o tempo acabam retendo sujeira e gordura. A pintura à base de epóxi, embora requeira cuidados na execução, é outra possibilidade de acabamento.
    A madeira, se usada como acabamento para revestir bancadas e balcões, deve ser impermeabilizada. Contudo, o aço inox ou o granito asseguram maior durabilidade. Cerâmica e azulejos não são indicados para bancadas, pois o uso constante acaba por reter sujeira.
    Os armários em alvenaria são práticos e bonitos, mas o revestimento é essencial. As tintas a óleo ou epóxi são mais econômicas. O laminado é o mais usado e indicado em função de sua praticidade. Deve-se evitar estruturas em aglomerado, que, com o tempo, tendem a soltar as dobradiças e puxadores.

  • Água. Sabendo usar, não vai faltar

    10/03/2010 | 00:00

    O verão está chegando. A temperatura aumenta e cresce o consumo de água.Para não estragar as férias de toda a família, só existe um jeito:usar a água de forma inteligente. Evite o desperdício e aproveite o verão sem esquentar a cabeça.

    No banheiro:
    - mantenha a torneira fechada enquanto escova os dentes ou faz a barba.  Você economiza de 12 a 80 litros de água.                                                
    - procure tomar banhos de até cinco minutos.
    - Não use a descarga sem necessidade, nem utilize o vaso sanitário como lixeira.
    São consumidos de seis a dez litros de água quando a descarga é acionada por seis segundos.

    Na cozinha:

    - limpe bem os restos de comida dos pratos e das panelas antes de lavá-los.
    - para lavar,encha a pia com água e detergente até a metade e coloque a louça. Deixe de molho por alguns minutos e ensaboe. Repita o processo e enxágüe.
    -Só ligue a máquina de lavar louça quando for usar toda a capacidade dela.

    Na lavanderia:

    - Deixe a roupa acumular e lave tudo de uma vez.
    - feche a torneira enquanto ensaboa e esfrega a roupa no tanque.
    - Utilize a máquina de lavar somente quando acumular quantidade suficiente para a capacidade total dela. Uma lavadora de cinco quilos consome 135 litros de água cada vez que é usada.

    No jardim, no quintal e na calçada:

    - Não lave o carro com mangueira. Use  um balde e um pano.
    - Não use a mangueira para limpar a calçada, e sim uma vassoura.
    - Usar a mangueira como “vassoura” durante 15 minutos pode desperdiçar até 280 litros de água.
    - Regue as plantas pela manhã ou à noite, para evitar o desperdício causado pela evaporação.

    Cuidado com vazamentos:

    - Uma torneira gotejando desperdiça 46 litros de água por dia = 1.380 litros por mês.
    - Um filete de 2 mm desperdiça 138 litros de água por dia = 4.140 litros por mês.
    - Um filete de 4 mm desperdiça 442 litros de água por dia= 13.260 litros por mês.
    - Um furo de 2 mm no encanamento desperdiça3.200 litros de água por dia = 96 mil litros por mês.

    Central de atendimento Sabesp: 195

  • Plantar árvore na calçada

    02/03/2010 | 00:00

    Para plantar uma árvore na calçada, deve-se, primeiramente, procurar a Secretaria do Meio Ambiente da cidade. Em capitais como São Paulo, Salvador e Curitiba, essa é uma tarefa exclusiva desse órgão, que tem um plano anual de plantio, embora também atenda pedidos isolados, enviando um técnico ao local para determinar o tipo de árvore mais adequado.

    É preciso tomar cuidado ao quebrar a calçada para não danificar os encanamentos da rua. E, no futuro, a árvore não poderá crescer a ponto de interferir nas fiações elétricas.

    As árvores mais indicadas são as de pequeno porte, que sobrevivem num ambiente adverso e tem boa adaptação a diversos climas. É bom que a espécie escolhida não tenha folhas pequenas nem muito lisas e flores sumosas, para evitar que os pedestres escorreguem. As árvores também não devem apresentar princípios tóxicos, espinhos ou raízes superficiais que danifiquem calçadas, construções ou tubulações subterrâneas. É preciso evitar árvores que necessitam de poda constante, tenham caule mole ou sejam suscetíveis ao ataque de cupins e brocas.

    Algumas árvores boas para o plantio são o ipê-amarelo, a quaresmeira, o manacá-da-serra, a bauhínia e o resedá. Por outro lado, deve-se evitar o eucalipto, o ficus, o flamboyant, a paineira e a seringueira.

    Fonte: Revista Arquitetura & Construção.

  • Assentamento de pastilhas de porcelana em piscinas

    21/02/2010 | 00:00

    As piscinas podem ter diversos formatos e construídas enterradas ou elevadas. A estrutura (tanque) deve estar baseada em projeto construtivo realizado por profissional responsável e deve ser executada de acordo com as normas indicadas pela NBR ABNT 9818.
    Dependendo das dimensões da piscina e da solicitação da base, é recomendável elaborar um projeto de impermeabilização, a ser executado por empresa e profissional do ramo.
    Normalmente são realizadas dois tipos de impermeabilizações:
    • rígida: revestimento com argamassa de areia, cimento Portland e aditivo impermeabilizante. A sua impermeabilidade depende diretamente do tipo de traço utilizado, do emprego de uma areia (recomenda-se que seja lavada) de granulometria entre 0 a 3mm, isenta de substâncias orgânicas e materiais argilosos, e da adição de um aditivo impermeabilizante.
    O traço será de 1:3 para pressões de até 20m de coluna de água e de 1:2 para pressões superiores. A espessura mínima da argamassa será de 3cm, com a aplicação feita em camadas sucessivas de 1cm.
    • flexível: sugere-se que sua execução seja feita de acordo com as duas etapas abaixo:
    a) aplicar primer asfáltico, com asfalto puro diluído em um veículo derivado do petróleo. Deve ser evitado o uso da emulsão asfáltica, pois a existência de cargas sobre este material poderá prejudicar o seu desempenho. Após a aplicação do primer, esperar um tempo mínimo de 8 horas para iniciar a etapa seguinte.
    b) pode-se aplicar manta asfáltica com filme de polietileno do lado interno e areia do lado externo. Se for utilizada manta asfáltica com polietileno dos dois lados, é recomendável queimar o lado externo com maçarico e pulverizar areia fina e seca para maior aderência e proteção. Cuidar para que haja perfeita aderência entre as mantas, usando, no mínimo, 10cm de sobreposição entre elas. Pode-se também utilizar mantas que já vêm com uma face chapiscada com areia.
    Antes de executar o revestimento, deve ser feito teste de estanqueidade do tanque.
    Para a execução da camada de regularização e proteção mecânica, recomenda-se traço 1:4 ou 1:5 de volume, com cimento e areia média, aplicada sobre a impermeabilização rígida ou flexível com a finalidade de proteção mecânica e regularização para receber o revestimento de pastilhas de porcelana. Recomenda-se o uso de chapisco aditivado sobre a impermeabilização para obtenção de aderência adequada, com planeza nas paredes e fundo da piscina. Este, por sua vez, deve ter caimento de 0,5 a 1% para os ralos.
    A espessura da camada de regularização, nas paredes, deve seguir a norma NBR 7200 ou NBR 13755 e NBR 13753, não ultrapassando 2,5cm.
    O revestimento em pastilhas de porcelana deve ser executado após 14 dias, pelo menos, da aplicação da camada de regularização. Deve ser iniciado pelas paredes e finalizado pelo piso. Em piscinas com formato retangulares, o alinhamento das juntas das paredes e piso valoriza o revestimento final.
    Deve-se, inicialmente, marcar o local da aplicação com linhas verticais e horizontais para manter o prumo e o nível. Marcar na parede a altura e a largura de um placa de pastilha. Nivelar e aprumar, guiando-se pelas linhas, da esquerda para a direita e de cima para baixo. Com o lado liso da desempenadeira metálica, espalhar uma camada de argamassa colante sobre a camada de regularização; em seguida, com o lado denteado da desempenadeira metálica, fazer sulcos com aproximadamente 5mm de espessura.
    Caso a argamassa colante escolhida seja do tipo que também pode ser utilizada para rejuntamento, ele deve ser feito antes da aplicação das pastilhas. Não utilizar material de rejuntamento que já começou a endurecer.
    As placas devem ser aplicadas sobre a argamassa estendida, fazendo pressão com as mãos e batendo levemente com um martelo de borracha.
    A remoção do papel e da cola requer a preparação de uma solução removedora utilizando-se 250gr de soda cáustica em escamas para 5 litros de água. Molhar com bastante água limpa o papel das placas de pastilhas já aplicadas, passar a solução de soda no papel com a broxa voltada para baixo, esfregando levemente, e aguardar 5 minutos. Retirar o papel com o auxílio da ponta da colher. Para retirar o excesso de cola da superfície, utilizar uma broxa úmida e logo após lavar a placa com bastante água e o auxílio de uma esponja.
    Com o auxílio de um rodo ou de uma desempenadeira de borracha, completar o rejuntamento em toda a superfície pastilhada. As juntas poderão ser frisadas ou palitadas, se necessário. Após aproximadamente 15 minutos do término do rejuntamento, retirar o excesso do material com uma esponja úmida de água. Após a secagem, fazer o acabamento com estopa seca.
    Sete dias após completado o processo, a piscina pode ser enchida.

    ELIMINAÇÃO DE BOLHAS E DESCASCAMENTOS

    Raspar a região afetada com uma espátula de aço, lixando e retirando completamente o pó.
    Se houver irregularidades na parede, corrigir com duas demãos de massa acrílica e alisar com lixa fina (nº 180).
    Aguardar secar, aplicar seladora e pintar em três demãos.

    PLANEJANDO A COZINHA

    Em todos os momentos da nossa história, a cozinha mostrou ser o ambiente preferido pelo brasileiro, onde a família e seus amigos mais íntimos se reúnem para um bate-bapo acompanhado por quitutes e o tradicional cafezinho. Atualmente, ela conserva o seu espírito de hospitalidade e intimismo, mas hoje é quase um templo de tecnologia e eficiência.
    Sua evolução passa necessariamente pelo conceito de funcionalidade, o que requer um planejamento adequado, obtido através de um projeto considerando desde a arquitetura até a distribuição dos espaços e dos equipamentos. Os principais fatores a ser considerados são:

    DISTRIBUIÇÃO

    Se a área para cozinha é pequena, pode-se condensar o espaço dos componentes essenciais, como pia, bancada, refrigerador e fogão, alinhando-os em uma parede para permitir a circulação. Nesse caso, a pia ficará entre o fogão e o refrigerador, para torná-la eqüidistante dos outros pontos.
    Nas cozinhas compridas ou estreitas, pode-se ocupar duas paredes, uma em frente à outra, no arranjo dos equipamentos principais. A alternativa é bem funcional, desde que numa parede fique a bancada com a pia e, na oposta, os outros itens.
    Os ambientes em forma de "U" ampliam os espaços, facilitando a locomoção. Neste caso, a pia deve ser isolada junto à parede adjacente a outras duas, mantendo a área central destinada à circulação, permitindo aumentar o espaço ocupado por armários.
    Com o desenho em "L" as áreas são mais bem aproveitadas. Recorre-se às duas partes adjacentes como centros de trabalho, deixando livre o resto do local para a circulação. É possível também a colocação de armários e a criação de um cantinho para refeições.
    Outra solução é a "ilha", quando o lugar for espaçoso. Ela pode conter armários, bancadas, ou então formar um grande conjunto com pia, fogão, prateleiras e refrigerador. Entre as formas de distribuição para concepção de uma "ilha", encontram-se as cozinhas em "L" e em "U".

    LUZ E VENTILAÇÃO

    Uma boa iluminação e ventilação conferem conforto e praticidade à cozinha. A iluminação natural é indispensável: a janela deve ficar sobre a pia, entre os armários superiores e a bancada. Ela funcionará como um ponto de partida importante, mas, obviamente, sem substituir a concepção da luz artificial. Caso não haja incidência de raios solares sobre a bancada da pia, pode-se instalar uma lâmpada fluorescente direcionada sobre o local. A luz fria é indicada também para o teto, com vantagem de não emitir calor nem gerar sombras.
    Para obter uma boa ventilação, o relacionamento entre portas e janelas é fundamental. Se arquitetura permitir, as saídas de ar devem estar constantemente viradas para o exterior da residência, impedindo o acúmulo de gordura nos ambientes vizinhos. Essa relação entre portas e janelas não pode comprometer as correntes de ar.

    HIDRÁULICA

    Um bom planejamento de uma cozinha começa sempre pelo projeto hidráulico, que deve ser obedecido à risca.
    Se for instalada tubulação para água quente, deve-se preferir tubos e conexões de cobre devido à alta resistência do material. Registros e torneiras devem ser sempre de boa qualidade, minimizando a ocorrência de problemas posteriores como vazamentos, infiltrações, etc.
    O abastecimento inadequado de água pode comprometer todo o funcionamento hidráulico. A caixa d'água colocada no ponto mais alto da residência garante uma satisfatória pressão da água. Para assegurar maior eficiência, pode-se pressurizar com equipamentos específicos a distribuição de água dentro da casa.

    ELÉTRICA

    A cozinha é um espaço que exige uma boa quantidade de pontos de luz, levando-se em conta o grande número de equipamentos eletrônicos necessários ao seu funcionamento. Parte deles exige circuitos independentes, e mesmo os aparelhos menores que não são empregados constantemente, como o liquidificador, torradeira ou batedeira, podem causar sobrecarga, quando ligados ao "benjamim", provocando curto circuito.
    Sobre o tampo da pia deve ser colocada pelo menos uma tomada para cafeteira elétrica, espremedor de frutas ou utensilíos menores. Geladeira, forno de microondas, fogão a gás, freezer e exaustor também exigem ponto próprio.
    Se a residência dispõe de aquecimento central, pode-se recorrer a ele para esquentar a água da pia. Outra solução são os aquecedores de passagem ou aparelhos individuais de aquecimento.

    REVESTIMENTO

    O conforto e a sensação agradável que a cozinha apresenta dependem muito do aspecto dado pelos revestimentos do piso, forros, armários e paredes. O mercado oferece muitas alternativas, que devem ser pesquisadas, sempre com a orientação de um especialista.
    O material do piso deve ser o menos poroso, evitando a fixação de gordura. Os materiais porosos dificultam a conservação. Mármore, granito ou diversos tipos de cerâmica ou azulejos são recomendáveis. A cerâmica vitrificada é uma das opções mais indicadas para o piso. Versatilidade, resistência e durabilidade são as características que garantem fácil manutenção. Uniforme nas cores e com veios realçados, o granito valoriza esteticamente a cozinha, além de permitir limpeza quase tão fácil quanto a cerâmica vitrificada.
    O emborrachado é uma alternativa para pisos antiderrapantes. Sua colocação é fácil, diretamente sobre o cimento ou qualquer outra superfície. Os laminados plásticos adaptam-se bem a esse ambiente e estão disponíveis em diversas cores, com acabamento fosco ou brilhante. Os revestimentos cerâmicos também podem ser utilizados, porém o seu assentamento deve ser cuidadoso, para impedir a formação de lacunas, que com o tempo acabam retendo sujeira e gordura. A pintura à base de epóxi, embora requeira cuidados na execução, é outra possibilidade de acabamento.
    A madeira, se usada como acabamento para revestir bancadas e balcões, deve ser impermeabilizada. Contudo, o aço inox ou o granito asseguram maior durabilidade. Cerâmica e azulejos não são indicados para bancadas, pois o uso constante acaba por reter sujeira.
    Os armários em alvenaria são práticos e bonitos, mas o revestimento é essencial. As tintas a óleo ou epóxi são mais econômicas. O laminado é o mais usado e indicado em função de sua praticidade. Deve-se evitar estruturas em aglomerado, que, com o tempo, tendem a soltar as dobradiças e puxadores.

  • Recursos de Iluminação

    03/02/2010 | 00:00

    Um bom projeto de iluminação pode resultar na adaptação da luz às necessidades específicas de cada ambiente, permitindo valorizar detalhes e mesmo esconder pequenas imperfeições. Apesar disso ser teoricamente possível a qualquer momento, o ideal é que seja feito na fase de projeto, evitando futuras limitações impostas pela construção acabada.

    As melhores soluções são obtidas com o uso conjunto dos diferentes tipos de iluminação, classificados segundo a incidência luminosa no ambiente:

    • direta - a luz incide diretamente, sem reflexão no forro ou nas paredes. O espaço é iluminado de forma geral, e, dependendo do posicionamento das luminárias, pode causar ofuscamento. É ideal para áreas de pouca permanência, e pouco indicado para ambientes de estar;
    • indireta - o fluxo luminoso somente atinge uma determinada área depois de ser refletido em alguma superfície. Obtido com o uso de sancas, arandelas, luminárias de pé e abajures, é o mais apropriado para ambientes de longa permanência, e deve ser complementado por fluxos localizados ou concentrados, conforme as necessidades específicas;
    • difusa - oferece uniformidade luminosa ao ambiente sem criar zonas de sombra, a partir do uso conjunto de luz direta e indireta;
    • concentrada - é uma luz direta com o objetivo específico de dar destaque a elementos decorativos em geral ou permitir a leitura e atividades manuais;
    • localizada - o fluxo luminoso atinge apenas determinado setor de um ambiente.

    As características físicas dos ambientes também devem ser levadas em consideração na escolha da iluminação, conforme os exemplos abaixo:

    • ambientes pequenos - usar iluminação indireta e abundante, tomando cuidado para não ofuscar a visão de quem estiver nesse espaço. Pode-se destacar objetos de arte, plantas e outros elementos, desde que estejam todos do mesmo lado do recinto, principalmente se ele for estreito. Recursos sobre o uso de clores claras e móveis pequenos de linhas suaves colaboram com o projeto de iluminação para aumentar ambientes. Deve-se evitar focalizar cantos ou extremidades, pois elas revelam as verdadeiras dimensões do espaço.
    • ambientes amplos - para torná-los mais aconchegantes sem perder as boas qualidades da amplidão, pode-se instalar diversas luminárias de funcionamento independente, como abajures e modelos de pé. Para iluminação geral, a melhor opção é usar vários circuitos de spots, com acionamento individual, para fragmentar a área ou torná-la uniforme, conforme a necessidade. Mais uma vez as cores, aqui em tonalidades escuras, são aliadas da luz. Quanto aos móveis, deve-se preferir os maiores e mais pesados. O ambiente não deve ser tratado como se fosse único: pode-se dividi-lo em dois ou três espaços que possam interagir - do tipo estar, bar e lareira - para ocasiões como festas, quando toda luz geral deve ser aproveitada, integrando os ambientes. Quando se deseja mais intimidade, basta acionar apenas os abajures ou o circuito de spots que serve ao setor escolhido.
    • forro baixo - a luz deve ser projetada de baixo para cima, fazendo-a iluminar o teto uniformemente. Para isso, lança-se mão de abajures de hastes longas. O ideal, entretanto, é que os pontos de luz partam do piso, atingindo também as paredes. Outra boa alternativa é a instalação de arandelas. Deve-se evitar direcionar a luz para o piso e criar planos intermediários de iluminação, que podem quebrar o efeito de alongar as paredes e subir o teto. A iluminação de destaque, portanto, não é indicada neste caso. Para leitura e outras atividades, podem ser empregadas luminárias de facho concentrado, mantendo-as desligadas quando não estiverem em uso.
    • pé-direito muito alto - para valorizá-lo, vale o mesmo recurso usado para alongar o forro baixo, fazendo o facho de luz incindir em todo o teto e nas paredes. Como há espaço, um recurso interessante é a instalação de luminárias em vigas ou a utilização de sancas. Mais tradicionais, spots e arandelas também são uma ótima solução. Num ambiente pequeno, o pé-direito alto pode ser desagradável. Nesse caso, a luz não deve "crescer", devendo ser direcionada para baixo, escurecendo o forro e disfarçando sua altura. Os abajures são eficientes para isso, assim como as luminárias pendentes por fios ou hastes longas.

    Fonte: Revista Arquitetura & Construção

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